Viajando para Nova Iorque com a Avianca

Viajando para Nova Iorque com a Avianca

É isso aí, Visto Americano em mãos, destino traçado, sonhos na cabeça e uma mega promoção de passagem aérea para Nova York no Submarino viagens. Com tudo isso em vista eu não pensei duas vezes: comprei a passagem!
Na hora da escolha observei a empresa aérea: Avianca. E o vôo tinha uma parada programada em Bogotá, na Colômbia.
Fiquei um pouco inseguro, era minha primeira viagem internacional “de verdade” (já estive varias vezes no Paraguay, na Bolívia e se contar, na tríplice fronteira com a Argentina em Foz do Iguaçu, tudo sem, contudo, ter adentrado mais que 10 km dentro desses países.
Como você também está fazendo agora, fui atrás de informações sobre o vôo, aeronave, a conexão em Bogotá, o processo de imigração no JFK, e tudo mais… E foi quando tive a primeira lição que constataria somente mais tarde: Assim como no caso para tirar o visto americano, a maioria das pessoas que retornam na internet para deixar “comentários” são aquelas que tiveram uma experiência negativa.
Não é que somente essas pessoas postem, mas observe e constate: Aqueles que tiveram uma experiência positiva (como ter conseguido o visto, por exemplo) vão continuar os planejamentos da viagem e deixam essa etapa para trás. E quando temos uma experiência negativa, até por “desafogo de mágoas” queremos compartilhar isso, e muitas pessoas acabam fazendo um baita drama do tipo “fui humilhada, nunca mais volto nesse país, não tento mais isso ou aquilo, etc”…
Essas pessoas inclusive podem estar certas, terem recebido um tratamento ruim ou passado por uma experiência desagradável, mas será que são a regra ou a excessão?
Posto isso, eram poucas as informações sobre a Avianca e a maioria somente sobre a Avianca Brasil (sim, são “duas” companhias independentes entre si – Avianca Brasil e Avianca Internacional), e dentre essas informações, poucas eram objetivas. Algumas descobri depois até serem, digamos, inverídicas. Por exemplo, disseram que o processo de imigração era terrível, quase vexatório, pelo vôo vir da Colômbia – tradicional produtor de drogas – coisa que não aconteceu em momento algum.
Relatando o início da viagem – Aeroporto de Guarulhos – São Paulo
Meu vôo saía de Guarulhos bem no inicio da manhã, e como falei acima, passaria por Bogotá.
Como os horários de saída de Campo Grande-MS para São Paulo eram muito ruins e não quis arriscar perder toda minha viagem por conta de um atraso ou fechamento do nosso aeroporto, optei por chegar na noite anterior e dormir naquele “hotel japonês” (não tenho outra definição) dentro do próprio aeroporto de Guarulhos. Os apartamento são minúsculos, muito pequenos mesmo. Para se ter uma ideia, o banheiro da minha casa é maior que o quarto inteiro! Literalmente.
Contudo, nele tem uma beliche, ar condicionado, televisão com canais locais, telefone (que programei para me despertar), espelho, ótimo isolamento acústico (o que é fundamental, pois estamos dentro do aeroporto e o barulho – não só dos aviões – poderia não me permitir dormir) e também ganhei um pacote com produtos de higiene e banho, iguais ao que se recebe na primeira classe de algumas empresas aéreas.
Os banheiros ficam separados do quarto – como em um Hostel -, e apesar disso são excelentes! Fiquei meio “cabreiro” de usar um banheiro coletivo, mas assim que uma pessoa os utiliza, o serviço de limpeza age rapidamente e deixa tudo certinho para o próximo usar. Há uma etiqueta dizendo que o banheiro está limpo e que você pode utilizá-lo. É como pegar um banheiro “zero” sempre.
O valor que paguei foi alto para ter essa “facilidade” de ficar pelo aeroporto mesmo, mas eu sou um pouco pragmático (entenda “muquirano”, mão de vaca, pão duro) com certas coisas, e fiz as contas, se fosse me hospedar fora do aeroporto, teria que pagar taxi, transito de São Paulo, acordar mais cedo, etc. No fim das contas, acho que valeu a pena.
Olha o tamanho do quarto:
Check in e embarque com a Avianca
Como já estava no aeroporto, cheguei aproximadamente 2h20min antes do embarque e praticamente não peguei filas.
Tudo muito rápido e tranquilo. Malas despachadas, procedimento padrão de apresentar passaporte, endereço de onde ficaria nos EUA, e só.
Aproveitei para dar um “rolé” pela Dutty Free do Brasil e vi como até nisso, aqui no Brasil é tristeza! Valores muito mais altos do que em outros aeroportos pelos quais passei… Uma pena.
A chamada para embarque no vôo e decolagem aconteceram com um pequeno atraso, uns 15 minutos, mas que de alguma forma foi compensado no ar.
No embarque, procedimento padrão: primeira classe e prioridades primeiro. Tudo muito tranquilo, ágil e decolamos sem problemas.
Aí veio a primeira surpresa: O avião era simplesmente ótimo! Bem espaçoso, com sistema de entretenimento individual com muitos vídeos, filmes recém lançados, músicas e tudo isso em português, inglês ou espanhol.
A tripulação falava somente espanhol e inglês, mas se esforçava realmente para atender aos brasileiros e eram super simpáticos (esqueça o padrão GOL/TAM de abandono atendimento ao cliente).
Assim que decolamos serviram uma refeição padrão avião, mas que tinha sabor de comida e não de plástico ou isopor. Nos deram opção de frango ou carne bovina e havia as opções de bebida de sempre nesses vôos.
Chegamos no horário previsto no aeroporto de Bogotá, mas junto com uma chuva intensa, com direito a granizo quando tocamos o solo. Eu nem sabia que era possível aterrizar em situação tão adversa. Sorte nossa que o piloto era experiente e fez o pouso sem grande impacto (melhor que muitos em Congonhas em situação normal).
Fomos encaminhados então para a imigração da Colômbia, sem problemas e de forma rápida e já estávamos na aérea de embarque (o próximo vôo, Bogotá – New York, sairia em 2h30min aproximadamente).
A conexão

(Essa foto é do blog Vida e Turismo, que eu indico!)
O aeroporto “El Dorado” é como uma base da Avianca, tudo inclusive tem as cores da empresa. Havia vôos com conexão para Punta Cana, Miami, Orlando, Lima, etc. E para variar, muitos brasileiros por todo lado.
Não é um aeroporto grande, mas tem boas opções. A melhor delas, um Dunkin’ Donuts! Para quem não conhece, vende aquelas rosquinhas típicas dos policiais americanos e que o Homer Simpson está sempre comendo. Eu fiquei viciado naquilo, pena que não há mais no Brasil…
Outra coisa boa é a possibilidades de comprar o famoso Café Colombiano. Já haviaescutado falar do mesmo, e comprei na Dutty Free do aeroporto (em quase todas as lojas você encontrará), quando experimentei aqui em casa me arrependi de ter comprado apenas três pacotes. Como é gostoso! E olha que nem sou fã de café coisa nenhuma.
Para quem é viciado em café no nível “hard core” pode comprar grãos de café torrado envoltos em chocolate!
Também havia um Cyber café, telefones de aluguel e varias lojas, inclusive da Vitoria Secrets! Tem eletrônicos para vender, mas os preços em Nova Iorque são melhores, compre lá.
 

Olha a loja aí, sonho das mulheres e pesadelo dos bolsos dos maridos! Rsrs.
 
Um ponto negativo do aeroporto é que não tem muitas cadeiras e elas também não são nada confortáveis (idênticas aos dos aeroportos brasileiros). 
Contudo, fui testemunha de uma senhora brasileira que estava retornando da Disney com a família e começou a sentir-se mal, ao meu lado. Rapidamente apareceu um enfermeiro do aeroporto que aferiu a pressão arterial e constatou que PA estava alta, mas a bendita tinha deixado o remédio dentro das malas despachadas.
Conseguiram um telefone e ela ligou para o medico no Brasil que conversou com a enfermeira e indicou outro medicamento para substituir o dela. O serviço do aeroporto conseguiu e resolveu o problema dela. Você já imaginou essa mesma situação acontecendo aqui em um aeroporto no Brasil?
Antes de embarcar, víamos pela vidraça da sala de embarque nossas malas serem “avaliadas” por cães, procurando possíveis carregamentos de substâncias ilegais.
Novamente com uns 20 minutos de atraso, chamaram-nos para o embarque e lá estávamos nós com destino a América!
 
 
Imigração no JFK

(Tenho de assumir, foi amor à primeira vista por NY)
A segunda parte do vôo foi bem tranqüila. Refeições, poltronas e atendimento ok, igualzinho o primeiro trecho.
No meio do caminho nos entregaram os papéis que deveriam ser preenchidos para a imigração e alfândega americana e os comissários davam informações sobre o preenchimento para quem tinha dúvidas.
Fomos sobrevoando a costa leste e avistamos então a Big Apple.
Como é bonita a cidade de Nova Iorque!
Nosso avião contornou e já vislumbrávamos aquele monte de luzes e prédios. E aí veio uma ansiedade: como seria a temível imigração americana?
Eu ainda não contei para vocês, mas cheguei na cidade dia 10 de setembro de 2011. Isso mesmo: um dia antes dos dez anos do ataque covarde contra o mundo livre. Estava uma paranóia total e todas as mídias falavam de um possível novo ataque (lembra?).
Fui um dos últimos a sair da aeronave e segui as indicações dos corredores, tudo muito bem sinalizado. Entrei em uma fila grande, mas que se subdividia em outras nos guiches para o “interrogatório”.
Eu não havia sido um dos últimos à toa, queria observar o procedimento com os outros passageiros.
Vi que o agente da imigração fazia entre duas e três perguntas para os colombianos à minha frente. Após solicitava que deixasse as impressões digitais, tirava uma fotografia digital e liberava.
Ao chegar a minha vez, fui chamado e o oficial da imigração estava de cara amarrada.
Perguntou de onde eu era, e respondi: “Brasil”.
Pronto, foi só isso! Mais nada, nadinha, nadica de nada.
Só pediu para deixar as impressões digitais na maquina, tirou a foto e me disse “bem vindo”.
Conversando com outros brasileiros depois, descobri que o procedimento foi o mesmo com eles! O que uma crise não faz, neh?! Somos os gastadores, deixando muitas “dilmas” nas lojas e salvando o país deles.
Me achei meio bobo pela ansiedade e medo anteriores, rsrs. Mas, acho que é assim mesmo.
 
Vôo de volta e Receita Federal
 
O retorno foi praticamente a mesma coisa da ida, procedimentos de segurança no aeroporto americano, tirar os sapatos, cintos e tudo mais… Saímos no horário marcado e estava voltando para casa.
A única parte ruim foi que o trecho Bogotá x São Paulo foi realizado pela Avianca Brasil, em uma avião pequeno (o foker 100 da TAM com outro nome) e sem conforto. Tinha sistema de entretenimento individual e tudo mais, mas num vôo longo aquilo foi um castigo.
Chegamos pontualmente no horário e despachamos nossas bagagens.
Era hora do segundo suspense: a receita federal brasileira.
Para você ter uma ideia, eu fui com uma mala pequena e uma mochila. Estava voltando com mais uma mala grande, uma pequena, mais uma mochila e uma sacola da loja da Disney de NY. Tudo mal cabia no “carrinho de bagagem”.
Como o vôo chegava oficialmente de Bogotá, só havia um funcionário da receita e não fez questão de parar ninguém! Mesmo eu cruzando na frente dele cheio de malas, rsrs. Acabou que pegar essa conexão teve um ponto positivo inesperado.
 
E aí, vale a pena?
Essa é a pergunta que não quer calar! rsrs. Para falar a verdade, pelo preço que paguei valeu sim! E muito! A conexão nem é tão longa e a Avianca se mostrou como uma boa empresa aérea.
Mês que vem vou até Miami e Orlando com a Delta em vôo direto e terei outro parâmetro para avaliar certinho. Tenho 30 anos e posso me aventurar ainda, talvez alguém mais velho sentisse diferente a experiência, ou não! 🙂
 
Ufa! Coloquei aqui todas as informações que eu queria ter conseguido antes de embarcar. O post ficou enorme, mas espero que lhe sirva para algo.
Depois vou postar informações sobre hospedagem barata em New York e dicas para você economizar por lá.
 
Você também já fez esse trecho? Teve outras experiências? Teve problemas? Conte para mim nos comentários para eu incrementar o blog.
Abraços e boas viagens!
 
Heddy Patrick
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6 respostas a Viajando para Nova Iorque com a Avianca

  1. Carol mendes diz:

    Heddy, muito bacana o seu relato! Eu também gosto de pesquisar sobre tudo e, realmente, é raro as pessoas relatarem experiências bem sucedidas! Vou para NY em menos de 2 meses de Avianca e espero que tudo seja tranquilo pra mim como foi pra vc!
    Thank you!!!!

  2. Carolina diz:

    Ajudou muito! Nunca viajei de avianca estava bem insegura….

  3. wilian diz:

    Muito bom mesmo fev/14 estou embarcando fazendo o mesmo percurso.

  4. Gleiciane diz:

    Muito bom seu relato. Viajo dia 04 de junho pela Avianca e voltarei aqui para compartilhar a minha experiência.

  5. Danilo Cubiles diz:

    Estamos indo em Outubro pela Avianca para NY! Ansiosos demais! ❤

  6. Kelly diz:

    Boa tarde
    Fiz o trecho pela Delta. O queque posso dizer é que a Delta atrasa e muito. Quase 1 hora . Quanto a bagagem não hamuito controle e ha pessoas que acabam embarcando com duas as vezes 3 bagagens de mão. Aparentemente é bom, mas na verdade os ultimos a entrarem na aeronave não tem lugar para sua propria bagagem e ja presenciei a necessidade de despacha_la.
    Enfim minha impressão da Delta foi mediana. Voo seguro mas com atrasos. Atendimento bom.
    Vou tentar agora pela Avianca eo post que li me tranquilizou.
    Obrigada

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